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COMO DESENVOLVER O EQUILÍBRIO EMOCIONAL NA INFÂNCIA

“As emoções e os sentimentos fazem parte do processo regulador da vida e são essenciais não só à

sobrevivência física individual, mas também

para o êxito da espécie humana.”

António Damásio

Neurocientista português.

 

O ser humano não nasce com a capacidade de saber identificar seus sentimentos e emoções. Assim como precisamos ensinar uma criança a comer, andar e falar, também devemos fornecer a ela subsídios e orientações sobre como aprender a lidar com as emoções.

Ajudar a criança a perceber e compreender suas próprias emoções nos primeiros anos de vida, fase em que se estrutura o funcionamento do cérebro, em especial até os sete anos de idade, quando as sinapses / as conexões entre os neurônios se estabelecem, é fundamental para desenvolver o equilíbrio cerebral e, consequentemente, para a estabilidade emocional do indivíduo.

Para que isso aconteça, precisamos desenvolver algumas habilidades como aprender a nomear as emoções e a regulá-las de forma harmoniosa, utilizando-as de maneira eficaz. Usar as emoções de maneira eficaz significa que a criança que consegue fazer isso é potencialmente mais habilidosa e usa as emoções a seu favor para resolver problemas e superar os desafios do dia a dia.

Mas, como fazer isso? Para que esta habilidade se desenvolva, são necessárias diversas intervenções e interações socioafetivas que vão ensinar a mente a ser mais coerente emocionalmente. É um exercício de ginástica constante que praticamos ao longo da vida!

No entanto, para que isso seja possível, cabe ao adulto conseguir interpretar as emoções e reações de uma criança a partir da observação de seu comportamento. Dificilmente elas são capazes de expressar com palavras aquilo que sentem, pois seu cérebro ainda não está maduro o suficiente para isso. Perceber o significado dos sentimentos pelo tom de voz, pela expressão facial, ou por outras formas não verbais, é essencial para estabelecer o vínculo afetivo e de confiança no relacionamento diário com elas.

A criança aprende observando os adultos, somos modelos de educação para nossos filhos nas atitudes, pensamentos e principalmente na expressão de nossas emoções.  Se você está triste, chorando, ou até mesmo com raiva, não negue suas emoções, diga para seu filho o que você está sentindo e o que ocasionou este sentimento, mas que você está tentando encontrar uma maneira de se acalmar e resolver esta situação. Ensine-o também a fazer o mesmo com seus sentimentos.

            Quem de nós nunca teve um momento ou ataque de ira? Quando isso acontecer com seu filho, ou como uma criança próxima, não negue o que está acontecendo, deixe a criança expressar e extravasar seus sentimentos e depois converse sobre o ocorrido. Procure sempre compreender sua reação e dizer algo do tipo: “Eu entendo como você se sente. Sei que você está com raiva e frustrada por não podermos fazer isso agora, mas faremos em uma próxima oportunidade.”

Na primeira infância, o foco da educação não deve ser apenas com a inteligência cognitiva, mas, principalmente, com a inteligência emocional, que nada mais é do que o desenvolvimento da capacidade de se relacionar bem com os outros e consigo mesmo.

Quando a criança aprende a usar adequadamente a inteligência emocional, ela é capaz de identificar com maior precisão seus sentimentos e o dos outros. O trabalho com as emoções é essencial nesta fase de construção do caráter e da personalidade, pois os prazeres e sofrimentos da vida estão profundamente envolvidos com nossos sentimentos. Além disso, nossas condutas estão intimamente relacionadas com nossas emoções. Desta forma, elas desempenham um importante papel em nossa vida social e intelectual, pois atuam como organizadoras do nosso comportamento.

A criança precisa sentir e verbalizar de forma simples, clara e objetiva suas emoções; Não devendo desta forma excluir as consequências de suas atitudes e comportamentos. Esta é a forma mais inteligente de ensinar uma criança a compreender e se posicionar no mundo. A vantagem deste entendimento reside em aprender a ler as situações cotidianas e compreender os relacionamentos e, diante disso, tomar a decisão mais acertada para cada situação.

Vamos começar a ajudar nossos filhos a modular suas as emoções?

 

Anahid Fernandes
Psicopedagoga, especialista em Educação Infantil e pós graduada em Gestão de Pessoas, atualmente é mestranda em Neurociência aplicada à Educação pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – FCMSCSP. Profissional da área da Educação há 23 anos e há 13 anos é Diretora Pedagógica da escola JANELA PARA O TALENTO, localizada na Granja Viana - SP

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